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A’rab Zaraq

Texto e ilustração originalmente publicados na página Left Hand Shelter do Facebook:

a'rab zaraq

A’rab Zaraq é a próxima Qliphah a ser alcançada após Samael. Ainda pertence ao plano astral, assim como Gamaliel e Samael e, assim como sua contraparte Netzach, representa a vitória e nossos instintos e emoções, porém, é claro, como a parte negra e obscura desses aspectos. Enquanto Venus, o planeta que rege essa esfera em Netzach com sua energia presente na música e nas artes, assim está para A’rab Zaraq, porém nessa Qliphah é chamado de Venus Negro. Samael se refere à nossa mente concreta sistematizadora com seu intelecto rebelde, já A’rab Zaraq reage com nossos instintos e emoções rebeldes, avassaladoras e destrutivas. Dessa forma, está muito presente na criatividade explosiva e nas artes de cunho mais introspectivo, porém que se apresenta de forma intensa e agressiva, como certos movimentos literários, como por exemplo, o Sturm und Drang. São emoções que o adepto deve saber externar, pois podem ser destrutivas se ele não estiver focado em atravessar A’rab Zaraq e alcançar a próxima Qliphah Thagirion, o Sol Negro.
A’rab Zaraq se traduz para “Os Corvos da Dispersão” e se contrapõe à pomba branca que simboliza a pureza, amor e paz. Esta fase seria onde o adepto passaria pelo batismo, o rito de passagem para se tornar um iniciado. A pomba branca apareceu no bastismo de Jesus e aparece (astralmente) em quem deseja seguir as tradições de luz. Já para quem anda pelo caminho das sombras para sua evolução, é um corvo negro que aparece para trazer a guerra e a tempestade, pois nessa tradição, a paz traz estagnação e não permite a evolução. O batismo é simbolizado normalmente pela imersão nas águas, sendo a água, o elemento correspondente às nossas emoções, muitas vezes quando se comportam de maneira violenta como numa tempestade, e também ao nosso inconsciente, sonhos e pesadelos. Então de fato, aqui é onde se encontra a morte do adepto como ser mundano para o nascimento de um iniciado e essa renovação é feita através da inundação das águas. Sendo assim, a vitória de A’rab Zaraq é muito ligada a batalhas e seu amor não é pela vida e o que ela traz, mas pela não-manifestação, pela volta ao seu estado original caótico.
Quem rege essa Qliphah é Baal, senhor dos céus e das tempestades, deus supremo dentre as divindades semitas pagãs, visto também como um dos demônios mais poderosos segundo ótica cristã inimiga do paganismo. Já foi associado ao próprio Satã e também a Moloch, com relatos de sacrifício de crianças em seus cultos.

 

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Samael

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Após a Qlipha Gamaliel, regida por Lilith, o adepto deve encarar a Qlipha Samael, também conhecido como “o veneno de Deus”, um outro nome ao próprio Satã, que envenena a Criação e faz florescer o poder opositor à ela. Samael é a Serpente do Éden que trouxe o conhecimento do Bem e do Mal para Eva e Adão, corresponde à figura de Lúcifer, o portador da Luz, e Prometeu, que roubou o fogo (sabedoria) dos deuses para leva-lo à humanidade. Também traz as tentações diabólicas que quebram as leis demiúrgicas para os homens, assim, Samael é a serpente do Éden, pois as serpentes representam conhecimento, mas o conhecimento proibido que não está ao alcance todos. Samael por vezes tenta a humanidade a fim desta se livrar dos grilhões que prende homens e mulheres em uma vida medíocre, pois a mudança vem com a curiosidade e permissão de caminhar sem se sentir preso às leis que servem para estagnar sua evolução. Mas é claro que, mesmo ao se entregar a essas tentações, deve vir junto o conhecimento de si mesmo, o conhecimento do Bem e do Mal, e ser um deus entre os deuses. Muitos se perdem no caminho justamente por não olharem para dentro de si mesmos e acabam se afogando e morrendo no que os seguidores do Demiurgo classificam como “pecados”. Porém, pecados não existem para aqueles que têm a habilidade de andar à margem da lei sem se ferir quando têm conhecimento e controle sobre si mesmos.

A Qlipha Samael é a sombra da Sephirah Hod, que representa a mente concreta, onde o homem sistematiza e analisa o que vê e percebe, pois tem energia mercuriana, se contrapondo a Netzach, esfera dos instintos e emoções. Samael também é a esfera do conhecimento, mas o conhecimento rebelde que quebra a sistematização de Hod para criar sozinho suas próprias leis, ao invés de apenas analisar e assimilar as leis demiúrgicas. Quando o mago chega nessa esfera, ele confronta todas as leis já estabelecidas e os valores éticos e morais que normalmente não são questionados por já estarem implantados em nós. Assim, individualmente o mago julga criticamente o que ele entende por certo e errado, bem ou mal. É a destruição as ilusões através do intelecto, e esta destruição e reconstrução de seu mundo individual só pode se feita pelo próprio adepto, mesmo que Samael tenha levado a ele a chama necessária para isso. Dessa forma, esse intelecto obscuro é o que reconhecemos como a genialidade e a loucura que permeia alguns indivíduos, pois são conhecimento e energia criadora fora das barreiras da razão e ordem estabelecidas. Assim como Gamaliel, Samael pertence ao plano de Yetzirah, o mundo das formas.
A Qlipha Samael é comandada por Adramelech, o demônio-pavão da antiga Mesopotâmia, que vê a beleza nas entrelinhas e muitas vezes é percebida como loucura. A entrada nos domínios de Samael, o Veneno de Deus, é equiparada à picada e veneno de uma serpente, o elixir da morte, que pode te matar ou te deixar mais forte. Superada essa picada, apenas o seu antigo “eu” irá morrer e o veneno te alimentará para uma nova vida com uma nova perspectiva. Adramelech ingere esse veneno e o faz resplandecer em suas majestosas penas. Uma outra forma de representar a entrada aos domínios de Samael é um crânio preenchido com o veneno da serpente servindo e cálice para o adepto.

A quebra de valores tradicionais pode ser dolorosa a princípio, mas sem ela, o avanço para além dos domínios de Deus se torna impossível. Acaba sendo o caso de escolher a morte para poder renascer em detrimento de permanecer cego e escravo das mesmas leis castradoras que lhes mantém preso.

 

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